Me disseram certa vez que, antes de nascer, nós todos temos duas escolhas. Não me lembro do nome da pessoa. Nem se era mesmo uma pessoa. Mas sei que disse que podemos viver uma vida comum, cercados por escolhas pequenas, futuros previsíveis. Amar um homem sem valor, decidir amar uma mulher. Conseguir um bom emprego, uma esposa, um amante, morrer. Ter o descanso eterno, atravessando os infinitos mantos da pós-vida, de acordo com as leis infindáveis do desconhecido.
Ou, não ser o natural. Em algum momento da viagem sobre o reino mortal, encontrar as chaves de sua própria profecia. Encarar um destino além da ofuscada visão humana. E, quando tomados pelas mãos do Fim, conhecermos, talvez, o desenrolar da jornada não-artificial em que entramos. Talvez.
Costumava me perguntar qual fora minha escolha. Hoje, começo a enxergar.
vendredi 1 août 2008
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1 commentaire:
Que isso... Allen Gisberg de volta dos mortos.
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