mardi 29 juillet 2008

Deuxième

Afinal, quem é você?
Sei que existe, em algum lugar dessa realidade. Sei que iremos nos encontrar.
Mas por que me atormenta? Por que me permite provar sua voz, sabendo que irá a tomar de volta sem demora? Por que se enfeita com elegância e deixa a barba por fazer? Seus cavalos foram forjados em delírio, sua carruagem no desejo. Seus vestidos carregam firmamentos, seus chapéus são guarnição. Por que me observa de relance, me seduz sem me tocar? Você que vem ao por do sol, me fluindo, transbordando. Empregado pelos Céus, portador de meus sorrisos. Não sei se ainda tarda, mas já demora. Não posso sentir sem te considerar.
Quem é você, nômade fátuo? Revele um nome para minha busca.
se faz noite no deserto, e seu oceano ainda não sei encontrar.

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